Como fazer as pessoas felizes.










Não há uma fórmula única para isto de fazer as pessoas felizes. Há sempre tantas maneiras. Tantos caminhos. Independentemente de todas as fórmulas, de todos os caminhos, creio que acaba sempre por ser bem simples, aquilo que nos faz felizes. Lembrarmo-nos. Dizer coisas que confortem. Acolher as falhas, as quedas, as lágrimas. E fazer coisas. Os gestos, as atitudes, sermos consequentes com as palavras que dizemos e que escrevemos. Muito disso. No meu caso, são sempre coisas pequeninas. E às vezes, são invisíveis e tudo.  
Nestas coisas da felicidade, o meu idioma é bem silencioso. Faz comida, escolhe talheres, copos, pratos. E junta tudo numa mesa, à espera que faça sentido. É isso. Eu tinha dito que eram coisas pequeninas. E são mesmo. Estiveram mais uma vez, no dia destas imagens. 
Fica o registo fragmentário. As coisas para a mesa, antes de ela acontecer. O papel e as fitas dos embrulhos dos presentes para eles. Um bocadinho da mesa. Coisas de comer e de beber. E a romã que ofereci à minha amiga, para levar para casa. Dizem que é sinal de boa sorte, de alegria, de felicidade. De muita felicidade. Eu não disse que era simples? Aí está. Tão simples como uma romã, oferecida no último mês do ano. Muita felicidade para esta minha amiga. Assim com luzes e romãs e presentes com fitas de vermelho Natal. 

A música tinha de ter muito piano. Bill Evans. Uma das minhas peças preferidas. Peace piece. Fica aqui com as coisas deste dia, que é bem linda.  


12 comentários:

  1. Bom dia, Babette. Bom dia, Mar.
    Hoje, o meu comentário, obrigatoriamente, tem de ser o mesmo, porque isto dos afectos tem muito que se sentir. E sente-se, neste e noutros post, nesta e noutras mesas, nestas e noutras palavras. O afecto que dois sites (improváveis) de culinária me dão o prazer de sentir. Sim, o afecto que vos une, que une as vossas famílias, é um conforto para mim que vos sigo. É uma alegria, por saber que neste dia a dia frenético, e tantas vezes desumanizado, ainda há pessoas que dão oportunidade à amizade sincera, traduzida na simplicidade de gestos, nas palavras ditas (e nas não ditas, porque se pressentem), nos pequenos mimos, mas tão cuidados, que reconfortam. Numa romã!.
    Obrigada, por partilharem tão generosamente, esta vossa amizade. Que ela perdure. Que os vossos filhos lhe deem continuidade.
    Uma boa semana rumo ao Natal.
    Bjs
    Ana
    (A mesa e a ementa, como sempre, deliciosas)

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    1. Boa noite, Ana

      É um dos dados especiais da minha vida. Altamente improvável, esta amizade. Terá havido qualquer coisa de vento, talvez. Aconteceu. Tem sido assim, ao ritmo de muitas coisas pequenas, do amor pela comida e sim, estendeu-se à família. Os nossos maridos entendem-se bem e falam imenso, num espírito descontraído, os filhos brincam juntos e perguntam uns pelos outros. Vamos deixando o registo, para memória futura, por ser um dado que faz parte das nossas cronologias. Não fazia sentido rasurá-lo, como se não existisse. Existe e é bem lindo de viver. Com todas as desilusões com as quais tive de aprender a lidar, os amigos lembram-me que estão aqui. E que isso faz uma diferença enorme.

      Agradeço-lhe estar aí. Mais uma semana, a caminho do nosso Natal. Que seja boa.

      Um abraço para si.

      Mar

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    1. Feliz Natal, Sophia, Mary and Mom.

      Obrigada.

      Mar

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  3. Fizeste-me tão feliz ;) Recebes-nos sempre tão de braços abertos. Os momentos que vivemos juntas são bálsamos que vou gastando aos bocadinhos. Ainda hoje, por exemplo. Um dia maior do que estava à espera. Mas no entretanto fui-me lembrando das tais pequenas coisas que afinal são tanto! Obrigada, uma vez mais. Pela mesa, pelo almoço escolhido efeito carinho, pela romã, pelo saco cheio de coisas (a alheira foi comida hoje ao jantar ;)), pelos presentes e, sobretudo, pela tua amizade. Obrigada.
    Babette

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    1. E fico bem feliz por isso:) Foi só corresponder. Nestas coisas, acabamos por perder o fio, não é? E isso é bem lindo. Não sabermos delimitar com exactidão onde é que começou uma coisa e aconteceu outra. Vai acontecendo tudo com aquela espontaneidade boa.
      Num dia frio, estivemos todos juntos numa casa quentinha. No final de tudo, ainda deu para ir ao jardim, em busca de verdes e de limões:) Bom assim.

      Obrigada a ti. Um beijo.

      Mar

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  4. Olá Mar,

    Há quem diga que se recebe o que se dá e que as coisas não acontecem por acaso.

    Neste caso acho que se aplicam as duas "leis do Universo".

    Por ser a pessoa que é e por conseguir transmiti-lo neste espaço, a Vida deu-lhe de volta essa amizade tão improvável e tão linda!

    Sendo que a mesma amizade também serve para mostrar e provar que, apesar de acontecerem coisas más, acontecem outras muito boas!

    Através deste espaço, que é o fio condutor.

    Porque também há uns "anónimos" que andam por aqui e, ao ver essa luz brilhante que é a vossa amizade, seguem-na e são (sou/fui) atingidos pelo calor e beleza que ela emana.

    Por isso, sou muita grata às duas.

    Um abraço apertado do "nosso" Algarve,

    Sandra Martins



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    1. Olá Sandra,

      Gosto sempre dos seus comentários. Mas deste, gostei especialmente. Recordou-me coisas importantes, muito provavelmente.

      A verdade é que em muitas (demasiadas) ocasiões, procurei dar coisas boas e não correu lá muito bem. Bem mal, até. Não gosto de pensar nesses episódios, que me entristecem muito.

      Sempre acreditei com uma ingenuidade quase infantil. E fui perdendo alguma dessa luz. Mas não toda. Pessoas como a Babette são sinal de que não devemos perder a capacidade de (nos) darmos sem medo.

      Gosto muito de saber que está aí. Gostei muito desta sua verbalização. Muito franca. Muito luz, no fundo. A minha gratidão, Sandra. E o meu carinho.

      Um abraço grande para o nosso Algarve.

      Mar

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  5. Que bom Mar!

    Fez-me imensamente feliz, era isso mesmo que eu queria transmitir!

    Até me esqueci de dizer que o jantar com a sua receita dos lombinhos no forno e o meu arroz "inventado" foi muito apreciado! O meu marido elogiou muito.

    E não fiz referência à música, que é lindíssima!

    Um beijo do Algarve e votos de bom fim - de - semana (hoje já é 5ª!),

    Sandra Martins

    PS - Não consigo descobrir o que está na fotografia da frigideira (vocês chamam sertã), com as cebolas.

    Tem muito bom aspecto!

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    1. Olá Sandra,

      Que bom que correu bem, a receita muito aromática dos lombinhos:) Também fico feliz por saber.

      Na sertã havia chouriça em vinho tinto com cebola vermelha. A receita estará aqui, por estes dias:)

      Um bom fim-de-semana para si também. E um beijo.

      Mar

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  6. São as coisas pequenas que nos tornam grandes! São esses pequenos gestos, esses momentos, essas partilhas e essas coisas feitas com o coração, que nos fazem felizes.
    Adorei a mesa e fico a aguardar ansiosamente pela receita da chouriça em vinho tinto com cebola vermelha.
    :)

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    1. Olá Lígia,

      As coisas pequenas são à minha dimensão. Respiro bem cá em baixo, junto de todas as coisas pequenas. Mas sim. Todas foram assim de coração. E é assim que eu quero muito que continuem a ser. Quando não sinto nada, não faço, não digo. Fico quieta.

      Vou partilhar em breve, linda Lígia:) Gostava que fosse a tempo do Natal, que é uma entrada muito simples de fazer e que é sempre tão gostada. Bem lindo, que alguém aguarde ansiosamente. Bem lindo, Lígia.

      Beijos.

      Mar

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