A sonhar com um Natal branco.





Podia ser assim. Um Natal branco. Que as coisas de fora fossem brancas. A tentar dizer o essencial, muito possivelmente. O branco permite esse e outros diálogos interiores. Como se desse para escrever o que quisermos. Assim é a mesa que sonha com um Natal branco. Mesmo que até nem seja muito provável acordar com o mundo coberto de branco literal. Ainda assim, a possibilidade muito de algodão. Esta. A mesa que me despertou hoje. Queria que a mesa de domingo a pensar no Natal fosse muito clara. Que tentasse dizer a devoção essencial pela ideia de clareza. Nos domínios mais básicos. E haveria uma cor mais clara? Mais essencial? Mais silenciosa? Mais tudo. O branco é tido como uma espécie de nada. Eu olho para a mesa. E não. Afinal, é capaz de estar lá tudo. Nos seus lugares. Uma casa com as janelas acesas. Peónias brancas. E as asas etéreas de um pássaro. As coisas de que uma cor é capaz. A começar pelo tal sonho muito branco. A começar por isso. E a terminar no que for.

6 comentários:

  1. Gosto cada vez mais do branco desde que o vejo pelos teus olhos. Pode ter tudo e parecer ter quase nada. Leve e completo ao mesmo tempo. Nesta mesa que podia ser de Natal, ficaria feliz por sentir estar presente, sob a forma de asas de borboleta... branca, que é a que dá sorte!
    Babette

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  2. Borboleta branca que dá sorte. Para todos os que precisam dela. E é altura de desejar,neste lindo cenário, uma boa semana à querida Mar.

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  3. Que mesa maravilhosa! O branco é sempre uma cor intemporal. Peónias brancas numa jarra que amo, o pássaro, as pequenas borboletas e a vela na casinha... Que linda que é esta mesa que podia ser perfeitamente de natal!!

    P.S.- é preciso ter cuidado com a vela (casinha)tenho duas assim desse género (penso que são do mesmo fabricante) e usei-as no natal do ano passado e quando retirei a toalha percebi que estragaram um pouco a mesa. Tudo por causa do calor.

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  4. Estavas lá, sim. Que eu fui buscar as asas das borboletas que me deste, quando vieste cá a casa. Eram para uma mesa branca desde o início, as tuas borboletas que dão sorte.
    E que lindo, isso de gostares mais do branco. Eu também tenho gostado mais de uma série de coisas desde que as vejo pelo teu olhar. A amizade é assim, creio. Também dá coisas dessas.

    Um beijo.

    Mar

    PS: Já li o teu email. Está quase:) Fico feliz por ti. Pelos quatro.

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  5. Olá Lusitana:

    Acabei de ler a boa semana que aqui deixou. Junto a uma mesa coberta de neve que só existe nos meus sonhos. E obrigada. Há-de ser uma boa semana. Cheia, já antecipo a olhar para a minha agenda que está a chegar ao fim de mais um ano. Mas há-de correr bem. Hei-de querer todos os dias que seja uma boa semana. Isso já é bom por si, não é?

    Um beijo. E uma boa semana para si.

    Mar

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  6. Olá MJ:

    Obrigada pelas coisas lindas a propósito da mesa branca que podia ser de Natal. Apeteceu branco, acho. A cor que permite tudo. Mesmo as outras cores todas. Se quisermos mais cores. Se não, não. Fica bem só o branco. Uma espécie de cor autónoma. E obrigada pela lembrança. Já me tinha ocorrido, também. E tenho colocado uma base por baixo da casinha. Convém que a vontade de beleza seja pontuada pela prudência. Obrigada por me recordar isso.

    Um beijo.

    Mar

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