Todas as cozinhas resultam de influências, de inspirações. Não é raro acontecer-me fazer uma comida qualquer por causa de uma cena de um filme ou de uma fotografia numa página aleatória. Ou cruzar ingredientes, a partir de duas ou três receitas. Uma das coisas que também me acontece é guardar bem as memórias sensoriais dos restaurantes onde fui feliz. Não só pelo óbvio, mas também porque acontece querer tentar reproduzir em casa uma coisa qualquer que comi e de que gostei ao ponto de ter essa vontade.
Aconteceu assim com estes pimentos recheados. Uma das coisas de que gostei muito, neste restaurante. Na altura, tentei adivinhar a receita com a intuição e com o gosto. Percebi que o recheio era uma pasta de atum clássica, semelhante à que faço desde há anos. Que os pimentos eram doces e pequenos e que deviam ter sido ligeiramente assados, antes do recheio. Uns dias mais tarde, tentei fazer, a ver se corria bem. E correu, que já foi várias vezes introdução de refeições. Por isso, creio que está na altura de partilhar aqui. Fica então a receita com influência declarada, associada a um vinho branco que joga bem com entradas deste género.
Pimentos recheados
4 pimentos (doces e pequenos) + 1 cebola (pequena) + 1 lata de atum + 4 colheres (de sopa) de maionese + 1 colher (de sopa) de ketchup + coentros e salsa q.b.
Primeiro, corta-se a parte de cima dos pimentos e retira-se as sementes do interior. Leva-se ao forno a 180º c durante 10 minutos, tendo o cuidado de virar ao fim de cinco minutos. Decorrido este tempo, retira-se e reserva-se. Enquanto os pimentos arrefecem, faz-se a pasta de atum. Assim: cebola picada misturada com o atum (previamente escorrido e desfeito com um garfo), a maionese, o ketchup e as ervas picadas. Envolve-se muito bem e reserva-se. Antes de rechear os pimentos, retira-se a pele, para ficarem mais bonitos e para não haver nada a atrapalhar, quando forem servidos. Com uma colher de café, introduz-se o recheio e serve-se. Ficam óptimos com salada de agriões e maçãs verdes.
E um som que é mesmo do género de dançar. Faz parte, essa parte. Música que ajuda a queimar, então.
E um som que é mesmo do género de dançar. Faz parte, essa parte. Música que ajuda a queimar, então.





















































