Crónica de uma celebração disseminada.

































Quais eram as possibilidades de um dia de chuva no mês de Julho? Quais eram as possibilidades de um dia de chuva no meu dia de aniversário? Pois. Ínfimas, à partida. À partida sim. Mas não. Ligeiramente zangada com os elementos, eu. De braços cruzados. Com nuvens cinzentas a pairar. Mau feitio a compactar-se perigosamente. Mar, tu és uma mimada:) E sim. E depois? Um dia de chuva no meu aniversário? Que acontece num mês em que isso parece ser mentira. Frio e chuva pelos trinta e um anos. Marcados pelas janelas fechadas ao vento. No Shis, no Porto. Um passarinho com frio. Um bocadinho desorientado. Com mau feitio a compactar-se em nuvens cinzentas, muito provavelmente. E um telemóvel sem bateria. Com mau feitio, também. A dizer que já chegava e pronto:)
No dia seguinte, sol. No dia seguinte, um jantar ligeiro. Para juntar pessoas no terraço dos sofás brancos. Uma mesa que não foi bem como as outras mesas. Por ser sem lugares marcados. Massa com ervas e queijo derretido. Chá de menta muito fresco. Coisas para ir comendo. Coisas para se estar com todo o tempo do mundo. E música. Pelas mãos de um irmão mais novo que veio directo (e de directa) de um festival de Verão. A tempo de música para oferecer de presente. Um irmão lindo e alto. Já crescido. Um jogador de ténis exímio. Que tenta ensinar técnicas com nomes estranhos à irmã mais velha:) Às vezes, é assim. Aprendemos com os irmãos mais novos. E temos direito à música que quisermos. Uma banda sonora plena. De afecto.
A terminar, o registo de mais um começo. Que começou aqui. E que foi dar a um encontro no Palace da Curia. Para um almoço prolongado com a Fa e com a Babette. Num lugar com qualquer coisa de um tempo irrecuperável. Lindo. Cheio de histórias nos espelhos altos. Nas portas pesadas. Num relógio parado no tempo. De que hei-de falar mais. Mais à frente.
Sol. Muito céu azul. No regresso a casa. O céu e o sol todo que eu quisesse. Sem interferências. Enquanto regressava a voar. A tempo de mais vida. A tempo de terminar a celebração de mais vida. Em casa. Já em casa. Não podia ter sido melhor, a celebração disseminada. Com chuva e tudo o mais:)

4 comentários:

  1. Apesar do tempo, pareceu-me um fim de semana cheio de coisas boas. O meu foi bom, mas com trabalho. E custa ter trabalho, nesta altura, em que só apetece descanso e banhos de mar. Apesar disso, foi um fim de semana feliz. Beijinhos

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  2. Um dia de Verão com chuva. Uma antítese, então, em dia de aniversário. Um bom desafio, não é? Conseguirmos aceitar a adversidade, mesmo a das pequenas coisas. Mas superada. No regresso a casa, num momento de celebração no "terraço do gelado", num domingo solarengo comigo e com a nossa Fa. Um beijo e boa semana. Aquela da contagem decrescente...
    Babette

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  3. Entendo-a, Ilídia. A minha circunstância é essa, também. Por enquanto. Vai ver que passa rápido. E num fechar de olhos, é Verão a sério. Com banhos de mar e descanso. Vai ver que sim. Entretanto, espero que esteja bem.

    Um beijo para a ilha verde. Para a minha Ilídia cansada:)

    Mar

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  4. Claramente superada, a antítese adversa:) Muito pelo sentido de casa. Já falámos nisto. E já estou a ver que o terraço dos sofás vai passar a ser o "terraço do gelado":) Seja. Pode ter a designação que entenderes. Muito bom, o domingo com sol. A ir ao encontro da Fa. Por esta altura, longe de computadores. Está quase para nós, também:)

    Um beijo da Mar.

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