Aconteceu.

Aconteceu de mansinho. Olhares à distância, antes. Que os gatos não são declarativos. Não se dão logo. E devagar, chegou perto. Para ter miminhos e tigelas de leite. Aconteceu como a Sushi. Chegou. Veio. Aconteceu, só. Um gato de olhos azuis. Branco. Com umas manchas em tons de castanho. Intermitente, ainda. Mas anda por aqui. Deita-se na pedra das escadas, a olhar os movimentos. Muito majestoso. Muito distante. A medir-nos. São assim, os gatos. Sempre preferi o afecto imediato dos cães. Há memórias carinhosas guardadas. Coisas que me fazem pensar no meu labrador desastrado, o Lucky, que assistiu a muito da adolescência, da faculdade. E a Sushi. Que significará sempre os primeiros anos de vida do meu filho. Este gatinho é sem nome. Ainda. Ele ainda não permitiu que isso acontecesse. Ainda está a pensar se quer mesmo ter um nome. A ver se chega a uma conclusão, o gatinho indisciplinado que aconteceu.

2 comentários:

  1. Que bichano bonito e esperto, a namorar a Mar e a arranjar "espaço" no lar que o vai receber!
    Boas pessoaa, a Mar e sua família!
    Beijinho

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  2. Tem razão, Lusitana. Anda mesmo a namorar-nos, este gatinho amoroso. Vai e vem. Não se dá demasiado. Mas já permite afectos. Com personalidade, o gatinho que aconteceu por estes dias.

    Um beijo para si. Para a boa pessoa que é.

    Mar

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