Pela água


Regressei ao Porto. Por causa de um filme. "Shirin" de um realizador iraniano Abbas Kiarostami. É belo. Embora não tenha achado sublime. Nem me tenha despertado as emoções que li em textos sobre. Mas já se sabe como é que são estas coisas. De filmes, de música, de comida. São sempre de acordo com a circunstância e a história de cada um de nós.
Mas houve um almoço. Bem perto do sítio onde o rio e o mar se encontram. "La Brasserie de L'Entrecôte". Um sítio que não é para surpreender. Porque se come sempre o mesmo. Salada com nozes e vinagrete, bife com molho de ervas e um óptimo bolo de chocolate. Um almoço pacífico. Perto da água.
NB: Não me apeteceu fazer comida. Mas a vontade há-de regressar. Hoje lembrei-me da casa de Lagos. E dos peixes no mercado da Sophia de Mello Breyner, de manhã cedo. E do João Aguiar, que morreu há um mês. E não vai ver mais as flores do jardim. Mas os que escrevem e são grandes nas palavras, perduram.

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